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Profissionalize a sua banda

Música boa não basta. Pra rodar, captar dinheiro e tocar nos lugares certos, a banda precisa de algumas ferramentas que ninguém te ensina. A Onda reuniu tudo aqui, em português claro. E o que você não quiser montar sozinho, a gente ajuda.

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Editais: dinheiro público e privado pra música

Edital é uma chamada onde governos, leis de incentivo e empresas oferecem verba pra projetos de cultura. Sua banda se inscreve com um projeto e, se aprovada, recebe dinheiro pra gravar, fazer turnê, clipe ou show. É a forma mais real de bancar a carreira sem tirar do bolso. A Onda é de Santa Catarina, então comece pelos daqui, que costumam ter menos concorrência que o federal.

Sua prefeitura também tem edital próprio. Florianópolis, Blumenau, Joinville, Balneário Camboriú e Palhoça têm chamadas de cultura. Procure a fundação cultural do seu município. E fique de olho no prazo: edital tem data pra fechar.

02

CNPJ: a banda precisa?

Não é obrigatório pra existir, mas abre portas. Com CNPJ a banda emite nota fiscal, recebe cachê de prefeitura e festival, e se inscreve em editais que exigem pessoa jurídica. O caminho mais simples e barato é o MEI, o Microempreendedor Individual. Abre de graça no Portal do Empreendedor, tem taxa mensal pequena e existe atividade de músico no cadastro. O limite de faturamento fica em torno de R$ 81 mil por ano.

03

Rider técnico

A lista do que a banda precisa pra tocar bem no palco. A casa e o técnico de som usam ele pra preparar tudo antes de você chegar. Um rider simples tem:

  • Formação e palco: quantas pessoas, onde cada uma fica.
  • Backline: bateria, amplificadores, teclado.
  • Input list: tudo que entra na mesa, canal por canal.
  • Monitoração: quantos retornos e o que cada um ouve.
  • PA e energia: potência do som da casa e tomadas no palco.

Monte num PDF de uma ou duas páginas e mande junto quando fechar show.

Como montar passo a passo →
04

EPK: o kit de imprensa

EPK é Electronic Press Kit, o pacote digital que apresenta a banda pra jornalista, casa, festival e curador. É o cartão de visitas profissional. Um bom EPK tem:

  • Bio: uma curta de três linhas e uma longa de um parágrafo.
  • Foto em alta pra imprensa usar.
  • Música: link de Spotify, Bandcamp ou YouTube.
  • Vídeo: um clipe ou show ao vivo.
  • Conquistas e contato de quem fecha show.

Pode ser PDF ou página web. O importante é ter tudo num link só.

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05

Press release

Um texto curto, de uma página, sobre um lançamento específico, single, EP ou álbum. Conta o que é a música, quem produziu, quando sai e o que torna ela especial. Serve pra mandar pra jornalista e curador na hora do lançamento, junto com o link da música e uma foto.

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06

Portfólio pra edital

Portfólio é parecido com o EPK, mas mais detalhado e organizado pra avaliador de edital (Funarte, ProAC, Lei Paulo Gustavo, Aldir Blanc, leis municipais). Cada afirmação tem que ter evidência. Um portfólio sério tem:

  • Histórico do grupo: como começou, como evoluiu.
  • Currículo dos integrantes.
  • Discografia com links de escuta.
  • Histórico de shows e festivais que rodou.
  • Clipping de imprensa: matérias, entrevistas, reviews.
  • Fotos em alta com crédito.
  • Cartas e declarações de produtor, casa, festival.
  • Proposta artística do projeto que o edital vai financiar.

PDF único, geralmente entre 5MB e 10MB dependendo do edital. Comprime as imagens antes, não embute vídeo, põe link.

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